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A Dantes é uma nave editorial há mais de 20 anos em curso. Uma nave que abre caminhos entre sonhos e leitores.
Por isso valorizamos o processo de edição como meio de criação e entendimento, a busca para que a forma expresse a essência e o conteúdo.
Os projetos da Dantes geram livros, exposições, encontros, aulas, roupas, jardins e muito mais.

HISTÓRIA

A Dantes Editora foi criada dentro de uma livraria de livros raros e usados que existiu, entre 1994 e 2005, na rua Dias Ferreira, nº 45, no bairro do Leblon no Rio de Janeiro. Era um espaço pequeno de portas abertas para as pulsações da cidade, engraxates do alemão, moradores de rua, poetas, festas, feiras, circuitos gastronômicos, orgânicos e musicais, discussões futebolísticas (de preferência botafoguenses), debates, chopes, pizzas, amigos, leitores, batucadas, shows, intervenções de artistas (sob a curadoria de Marcos Chaves) e abrigo de leitores, muitos leitores. Foi escritório de Waly Salomão, cenário de filmes de Julio Bressane e Domingos de Oliveira, sala de estar de muito bate-papo com escritores maravilhosos, palco do Rappa, Gilberto Gil, Jorge Mautner, Nelson e Rubinho Jacobina, seu Jorge (primeiro palco!!!), Otto, Fausto Fawcett, Chelpa Ferro, Lucas Santtana, Afroreggae, Berna, Rodrigo Maranhão, Pedro Miranda, Joyce, Frejat, Bangalafumenga, Chacal e Baby Consuelo.
A Dantes Livraria foi um lugar animado na cidade com disposição para celebrar a literatura, um verdadeiro
sebo para onde migraram gerações passadas de livros que marcaram estilos literários e de vida. Edições que falam muito de seu tempo através do tipo de papel, das fontes tipográficas, da predominância de determinada língua estrangeira durante algum período, do propósito das coleções, das discussões políticas e filosóficas de autores e épocas.
A editora nasceu seguindo a tradição das editoras brasileiras que derivam dos espaço vivos das livrarias e de seus movimentos diários de pilhas de livros.
Surgiu em 1997 para que alguns textos inéditos ou esquecidos retornassem ao circuito da leitura. Se a livraria criava a chance para um exemplar encontrar um novo leitor, a editora reconectaria textos com o tempo presente. O primeiro livro foi O Subterrâneo do Morro do Castelo, um inédito de Lima Barreto sobre as mudanças na cidade do Rio de Janeiro, escrito em 1905. O texto estava disperso e desconhecido em manuscritos e nas páginas do Correio da Manhã na Biblioteca Nacional. O trabalho foi reconhecido com o prêmio Estácio de Sá de Literatura.
 A verdadeira história de Hans Staden ganhou edição traduzida do alemão gótico, com notas em tupi, e foi considerado o Melhor Livro Brasil 500 Anos pela FNLIJ.
 A Dantes editou dois livros da autora Ana Miranda: Que seja em segredo e Caderno de Sonhos. 
Se a Coleção Babel publicou textos atuais que encontravam-se perdidos na poeira do tempo, a Coleção Sebastião provocou a criação de livros que radiografaram a cidade do Rio com Fausto Fawcett, Dj Marlboro e Nei Lopes. Nessa fase também foram editados o Autor Mente Muito de Carlos Sussekind e Francisco Daudt, A vida é paródia da arte de Waly Salomão e Luiz Zerbini e À Deriva de Omar Salomão.
Em 2005, a livraria migrou para o cinema Odeon, onde existiu por um ano, foi um rito de passagem para a nova fase de experimentações em formatos editoriais, projetos que não se contiveram mais em páginas, se editaram em livros e exposições, inspiraram roupas, traduziram-se em perfumes e povoaram jardins.
Hoje a Dantes está localizada em uma casa na Gávea.
Passamos a investir em novos formatos editoriais como O gabinete de curiosidades de Domenico Vandelli que conciliou publicação de livros, exposições no Rio de Janeiro e no Inhotim (MG) e coleção de moda na Cantão. No âmbito da curadoria realizou também exposição Glaziou e os jardins sinuosos no Museu do Meio Ambiente no JBRJ.
Aprofundou a vocação para trabalhos de edição que têm a pesquisa transdisciplinar como modelo e a valorização do processo editorial como propósito. Alguns exemplos dessa forma de trabalho são o laboratório Setor X, o livro Una Isi Kayawa e a edição Inhotim 10 anos.

A LOGOMARCA

A logomarca criada por Marcus Wagner passa por transformações a cada década. Em 1994 era uma nau sobre ondas barrocas, em 2004 começou a navegar sobre o infinito e desde 2014 está com a bujarrona aberta, vela triangular para maior aproveitamento dos ventos moderados.