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Mediados por Ailton Krenak, pesquisadores e pensadores de culturas aparentemente distantes entre si, e que se valem de mecanismos próprios de estudo, reuniram-se em rodas de conversas francas e abertas ao público onde foram apresentadas suas visões sobre a vida criando correspondências entre saberes indígenas, científicos, acadêmicos e ancestrais.
O ciclo aconteceu no Teatro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (conhecido como Teatro Tom Jobim), entre os dia 13 e 15 de novembro de 2018. O cenário foi criado por Bel Lobo e Beth Passi em homenagem a Helio Eichbauer, o evento contou com música entre as falas dos palestrantes. No dia 13 participaram os músicos Antonio Arvind e Gui Alves. No dia 14 apresentaram-se Ayani e Batani com cantos Huni Kuin e Tercio Araripe com seus incríveis instrumentos de barro.

VIAGEM AO CENTRO DA VIDA. Dia 13 novembro / manhã
Abertura da jornada do ciclo de palestras. O tempo da terra, a ação humana, o animismo,  origem narrada por Torami-Kehiri…

SÉRGIO BESSERMAN VIANNA nasceu no Rio de Janeiro (1957) é um economista brasileiro, graduado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Foi presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Atualmente é o Presidente do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
LUIS EDUARDO LUNA nasceu em Florencia, na região da Amazônia colombiana (1947). Ph.D. do Instituto de Religião Comparada da Universidade de Estocolmo (1989), é membro do Guggenheim e da Sociedade Lineana de Londres. É autor de livros sobre visões do ayahuaska e diretor do Research Center for the Study of Psychointegrator Plants, Visionary Art and Consciousnes, em Florianópolis, Brazil.
Torami-kehíri (Luiz GOMES LANA) nasceu em 1947. É do povo Desana, cuja autodenominação é Imiko-masã “Gente do Universo”. Luiz é o filho primogênito de Umusi Pãrõkumum, Firmiano Arantes Lana, e de Emília Gomes (mulher tukano). Torami-Kehíri e seu pai já falecido, são autores da coletânea de narrativas míticas “Antes o mundo não existia”. Mitologia dos antigos Desana-Kehíripõra” será lançado pela Dantes em 2019.  As duas edições anteriores de 1980 e 1995  foram realizadas com a colaboração de Berta Ribeiro e Dominique Buchillet.

 

A SERPENTE E O DNA. Dia 13 de novembro / tarde
Estabelecer correspondências entre o conhecimento nativo e a ciência. Após pesquisar sobre as plantas junto ao povo Ashaninka para seu doutorado em antropologia, Jeremy Narby desenvolveu uma hipótese que relaciona as serpentes dos mitos originais com o DNA presente em toda forma de vida. A conversa inspirada no livro A Serpente Cósmica, o DNA e a origem do saber . O astrobiólogo Gustavo Porto de Mello fala sobre panspermia e a trajetória da vida no universo. Moisés Piyãki fala sobre o conhecimento espiritual, sobre a ciência Ashaninka e como o mundo foi planejado.

GUSTAVO PORTO DE MELLO é doutor em Astrofísica e professor da UFRJ. Atua em Astrofísica, nas áreas Estelar e Galáctica, em Exoplanetas e Astrobiologia. Temas de pesquisa: composição química estelar, evolução química da Galáxia, estrelas quimicamente peculiares, atividade cromosférica estelar, planetas extra-solares e astrobiologia. Em 1997 descobriu a estrela mais semelhante ao Sol (gêmea solar) até então identificada (Astrophysical Journal Letters, 482, L89).
MOISÉS PIYÃKO é um respeitado xamã do povo dos Ashaninka e conhecedor das tradições espirituais de seu povo.
JEREMY NARBY é antropólogo e escritor radicado na Suíça. Estudou história na Universidade de Kent em Canterbury e recebeu seu doutorado em antropologia da Universidade de Stanford. Estudou com os Ashaninka na Amazônia peruana catalogando recursos da floresta para combater sua destruição. Autor de A serpente cósmica, o dna e a origem do saber e Inteligency in Nature.

 

DA PLANTA AO PLANETA. Dia 14 de novembro / manhã
Como a consciência do mundo e a consciência das plantas são inseparáveis. As plantas, que tornaram possível a vida sobre a terra. Elas encontraram a fórmula para transformar a energia solar em vida. Falamos de agentes regenerantes de gaia, ações transformativas, revegetalização, ciência e afeto.

ALICE WORCMAN coordena o Organicidade, uma rede que tem como objetivo conectar os conhecimentos tradicionais com as possibilidades do futuro, através de práticas regenerativas de produção alimentar. O Organicidade pratica  jardinagem comestível com foco nas PANC e promove a biodiversidade urbana através dos cultivos e propagação de mudas. Mantém um laboratório de permacultura urbana, Canto das Flores (Fundição Progresso – Lapa, RJ)
FABIO SCARANO graduou em Engenharia Florestal pela Universidade de Brasília, Brasil, e obteve seu Ph.D. em Ecologia na Universidade de St. Andrews, Escócia. Ele é Professor Associado de Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil, desde 1993. Ele é também membro da Sociedade Linneana de Londres (desde 1995). Seu campo de estudo é a questão climática dentro da perspectiva de Gaia.
GUSTAVO MARTINELLI possui doutorado pela Universidade de St. Andrews, Escócia. Atualmente é pesquisador titular do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro e coordenador do Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora). Nomeado como Ponto Focal do Brasil junto a Estratégia Global para Conservação de Plantas – GSPC/CDB.

 

PLANTAS MESTRAS. Dia 14 de novembro / tarde
Três estudiosos do conhecimento tradicional compartilham aprendizados, experiências e entedimentos junto a cientistas da natureza, os pajés.

ALEXANDRE QUINET é doutor em Ciências Biológicas (Botânica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2008) e pesquisador do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Botânica, com ênfase em Taxonomia. É organizador junto com o pajé Agostinho Ika Muru de UNA ISI KAYAWA, Livro da Cura do povo Huni Kuin do rio Jordão”.
ELS LAGROU é antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. De origem belga, fez mestrado em História Contemporânea em Louvain e veio para o Brasil estudar os povos ameríndios, onde fez mestrado e doutorado em Antropologia Social, com especialização em Antropologia da Arte. Publicou, dentre outros, os livros A fluidez da forma: arte, alteridade e agência em uma sociedade amazônica (2007), sobre os Kaxinawa; “Arte Indígena no Brasil: agência, alteridade e relação” (2009). Como curadora, Els organizou junto ao Museu do Índio a exposição No Caminho da Miçanga (2015) que apresenta peças de povos indígenas desde o Brasil e Américas, até Ásia e África.
PEDRO LUZ é antropólogo e etnobotânico. Autor do livro Carta Psiconautica sobre 44 espécies psicoativas e realizador das pesquisas etnobotânicas no livro UNA ISI KAYAWA, Livro da Cura do povo Huni Kuin do rio Jordão.

 

OFICINA DE PLANTIO 
ENCONTRO COM COMITIVA GUARANI

Pela manhã do dia 15 de novembro foi realizada uma oficina de plantio com equipe do programa sócio ambiental do Jardim Botânico, para o público de todas as idades.
A proposta aqui foi passarmos da teoria da prática: a experiência da mão na terra, o plantio de mudas para levar para casa, o encontro com jardineiros.
A tarde o chão foi elevado para receber Davi Karai Popygua, Natalício Karai, Leonice  de Quadro e Sonia Barbosa de Souza. Enquanto eles apresentavam a história e cantos Guarani foi aberta a atividade de ilustração.

EQUIPE:

concepção: Anna Dantes
cenografia: Bel Lobo e Beth Passi
artista plástica convidada: Paula Dager
manutenção:  JPG Limpeza
colaboradores: Digo Fiães e Fabio Scarano
produção: Bia Caiado, Madeleine Deschamps e Camila Vaz
filmagem: Manuel Águas, Louise Botkay e Gabriel Sayad
vestidos e apoio: Raquel Dimantas
portal da purificação: Adriana Ocelot
comunicação: Na Mídia

APOIO: Associacão dos Amigos do Jardim Botânico, Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Coincidencia | Pro-Helvetia
Swissnex, Plataforma Brasileira de Biodiversidade Serviços Ecossistêmicos, Instituto Serrapilheira, Instituto Francês do Brasil, Embaixada da França no Brasil, SESC-RJ, família Aranha, Luis Paulo Montenegro e A Fábula

REALIZAÇÃO: Dantes Editora