Veja a programação abaixo:

Abertura

Terça-feira, 12/11 – 18h às 21h
A abertura tem o objetivo de conectar os ciclos de 2018 e 2019 e celebrar Selvagem. Após as boas vindas de SERGIO BESSERMAN, presidente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, teremos duas falas e um coquetel. JEREMY NARBY trará suas observações sobre o ciclo em 2018, que foi pautado no estudo sobre DNA e a serpente cósmica, presente nos mitos de origem da vida.
HUMBERTO MATURANA, via call devido aos cuidados com sua idade, falará sobre autopoiesis, a forma como a vida cria a si mesma, introduzindo, assim, o tema central do ciclo em 2019: a Biosfera.
Além de um coquetel com alimentação regenerativa produzido pela SINAL DO VALE, teremos uma apresentação especial de música com AYANI, BUNKE, SHIKUANI E BATANI HUNI KUÏ, acompanhadas pelo violoncelo de NANA CARNEIRO DA CUNHA e pelo baixo acústico de RODRIGO QUINTELA.

Biosfera

Quarta-feira, 13/11 – 10h às 13h
A vida é um super organismo formado por forças animadas e inertes que estão em troca mútua e sustentam a entrada de energia solar constante desde os tempos geológicos. Essa é a BIOSFERA, proposição para a primeira RODA DE CONVERSAS que permeará todo Selvagem. Reúnem-se para essa conversa: FÁBIO SCARANO, ecólogo, que estuda a questão climática dentro da perspectiva de Gaia e falará sobre regenerantes, natureza e sociedades. DORION SAGAN, filósofo da ciência, autor de diversos ensaios e livros sobre a vida. CRISTINE TAKUÁ, professora indígena formada em Filosofia na UNESP. Vive na aldeia rio Silveira, em Bertioga SP.

Metamorfoses

Quarta-feira, 13/11 – 15h às 18h
“A vida não pode ser reduzida a um mundo específico por ser sempre um mundo por ela só. Um casulo é a prova de que a vida constrói seu mundo inteiro. Um casulo é a prova de que não há diferença entre a casa e o mundo. Não porque o mundo é nossa casa, mas sim porque a vida transforma constantemente o seu espaço de vida e, por essa mesma razão, a vida segue vivendo” (E. Coccia) Se para EMANUELE COCCIA, filósofo e escritor, autor do livro “A vida das plantas, uma metafísica da mistura”, a vida é para sempre, um processo contínuo de transformação, para DUA BUSË, pajé Huni Kuï e coordenador do projeto “Una Shubu Hiwea – Livro Escola Viva”, isso se chama Shuku Shukuë. Sobre esse tema será a segunda RODA DE CONVERSAS. Participa dessa roda KATIA TORRES RIBEIRO, editora chefe da Revista BioBrasil, ecóloga e analista ambiental do ICMBio

Céu

Quinta-feira, 14/11 – 10h às 13h
Aqui a conversa é sobre o invisível, o espaço, a espiritualidade, a matéria e o vazio. Reunem-se IOLE DE FREITAS, renomada escultora brasileira, LUIZ ALBERTO OLIVEIRA, físico e curador do Museu do Amanhã, e CARLOS PAPÁ, liderança espiritual Guarani, que compartilhará a profunda cosmovisão de seu povo e princípio gerador da escuridão.

Amazônia

Quinta-feira, 14/11 – 15h às 18h
Agora que circunscrevemos, através das conversas anteriores, alguns aspectos da BIOSFERA, as questões serão trazidas para o nível das ações e urgências. Essa RODA DE CONVERSAS contará com a participação de KETTY MARCELO LÓPEZ, presidenta da Organização Nacional de Mulheres Indígenas Andinas e Amazônicas do Peru (Onamiap), BIA SALDANHA, empresária e ambientalista, e de RAFAELA FORZZA, curadora do herbário do JBRJ e coordenadora do projeto Reflora-JBRJ e da Lista de Espécies da Flora do Brasil.

Perfumosas

Sexta-feira, 15/11
10h às 13h
Falaremos das plantas, especialmente as perfumosas. Pela manhã, o professor IBÃ SALES HUNI KUÏ, que há anos dedica-se aos estudos com plantas em sua aldeia na floresta amazônica acreana, conversará com VERA FRÓES, pesquisadora de plantas medicinais e com um terceiro participante (a definir).

15h às 18h
Encerramos o ciclo, assim, envolvidos por espécies vegetais que oferecem harmonia, confiança, limpeza e proteção – ou seja que nos conduzem ao bem-estar. Na parte da tarde, os cientistas da mata, ISAKA e TIAGO IBÃ apresentarão, junto a outros convidados, o trabalho com as casas de essências em suas aldeias.

Selvagem acontece também além das palavras:

• Instalação de esculturas de Iole de Freitas
• Intercalam-se às falas intervenções musicais de mulheres Huni Kuï – AYANI, BATANI, BUNKE e SHIKUANI -, da violoncelista NANA CARNEIRO DA CUNHA e dobaixo acústico de RODRIGO QUINTELA
• Oficina de essências da floresta com ISAKA e TIAGO HUNI KUÏ que coordenam as casas de essências das aldeias Centro de Memória e Novo Natal no rio Jordão (Acre)
• Exposição dos desenhos originais de TORAMÜ-KEHÍRI (LUIZ LANA) do povo Desana
• Lançamento dos quatro livros que inspiram e aprofundam os temas das RODAS DE CONVERSAS

Sobre

Selvagem é um ciclo de estudos que inclui rodas de conversa, oficinas, publicação de livros e um canal de divulgação na internet. Pesquisadores de culturas aparentemente distantes entre si, e que se valem de mecanismos próprios de estudo, reúnem-se em rodas de conversas francas e abertas ao público onde são apresentadas suas perspectivas e conhecimentos sobre a vida. Com a mediação de Ailton Krenak, um dos mais importantes pensadores brasileiros, são criadas, em torno de eixos temáticos, as correspondências entre saberes científicos, indígenas, artísticos, acadêmicos e ancestrais. Selvagem é um espaço de troca, uma escola viva, como nos ensina o povo Huni Kuin, onde um astrobiólogo que estuda Panspermia pode se engajar em um diálogo com um pajé de uma tribo do extremo oeste do Amazonas, que é o guardião da memória do tempo antes do mundo existir. O ciclo se coordena a partir de um conjunto de publicações anuais que sustentam os temas abordados. São livros que preparam o público e também sugerem o aprofundamento nos assuntos apresentados. O ciclo é filmado e as conversas são disponibilizadas posteriormente na internet, assim como a bibliografia citada ao longo das apresentações.

Baixe o PDF com a programação

O Ciclo em 2018

Em novembro de 2018 realizou-se a primeira edição do Selvagem no Teatro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (antigo Teatro Tom Jobim). Foram três dias de atividades com entrada gratuita.